Abertura do 7º Encontro de Resseguro do Rio reúne mais de 700 participantes

10 de Abril de 2018

Abertura do 7º Encontro de Resseguro do Rio reúne mais de 700 participantes

Evento que contou com principais autoridades do mercado na mesa de abertura vai até amanhã, dia 11

O 7º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, que teve início hoje, dia 10, na Barra da Tijuca, contou, nessa manhã, com mais de 700 participantes, entre profissionais do seguro e resseguro, acadêmicos, jornalistas e autoridades.

Na mesa de abertura, participaram o presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber), Paulo Pereira; o presidente da CNseg, Marcio Coriolano; o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Corretagem de Resseguros (Abecor), Roberto Azevedo; o presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar; o o presidente adjunto da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Leandro Fonseca, e o superintendente da Susep, Joaquim Mendanha.

O primeiro a ter a palavra foi o presidente da Fenaber, anfitriã do evento que tem a CNseg como apoiadora, parabenizando a Susep pela iniciativa de criar a Comissão Especial para o desenvolvimento do mercado de resseguro, com o objetivo de melhorar as regras dessa atividade e que, em curto espaço de tempo, acabou com a reserva de mercado e flexibilizou a retenção obrigatória de 50% para as seguradoras, permanecendo apenas com a preferência.

O presidente da Fenaber - Paulo Pereira
O presidente da Fenaber, Paulo Pereira

Como tema ainda pendente, citou a questão do imposto dos resseguradores admitidos, que aguarda decisão da Receita Federal, sendo um tema muito importante para o mercado,  pois, dependendo do desfecho, as operações dos resseguradores admitidos, que respondem hoje por 45% da capacidade ofertada ao mercado, poderão ser inviabilizadas. O presidente da Fenaber também defendeu alterações na Lei de Seguros - que já foi aprovada na Câmara e seguiu para o Senado - entendendo que ela é impertinente no tratamento dos grandes riscos e  para os grandes segurados. Por fim, Paulo Pereira informou que encaminhou ofício à Susep solicitando que operadoras de planos de saúde e de fundos de pensão possam adquirir resseguro.

Corretores de resseguro têm expectativa positiva em relação à economia para os próximos seis meses

O presidente da Abecor, Roberto Azevedo
O presidente da Abecor, Roberto Azevedo

Também presente na mesa, o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Corretagem de Resseguros (Abecor), Roberto Azevedo, lembrou que a entidade lançou nesta terça-feira (9) um trabalho de rating de corretores de resseguro que, em pesquisa com esses profissionais, avaliou que a expectativa é que haja uma sensível melhora na economia brasileira nos próximos seis meses.

Importância do resseguro precisa ser compreendido por todos

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O presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar

O presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, destacou que a relevância do setor de resseguros, sustentáculo do setor de seguros,  precisa ser compreendida por todo o mercado e por toda a sociedade, e que a Escola trabalha para isso. “O Brasil tem se destacado nesse setor, exportando resseguro, o que é muito importante para a economia como um todo”, concluiu.

O setor segurador preparado para o próximo ciclo de desenvolvimento brasileiro

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O presidente da CNseg, Marcio Coriolano

Destacando a capacidade do setor segurador de resistir aos ciclos de baixa economia e de se aproveitar exponencialmente dos momentos de recuperação, o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, em sua fala na abertura, afirmou  que, entre 2008 e 2010, no auge da crise internacional, enquanto o PIB brasileiro cresceu 4,1% ao ano, a produção de seguros cresceu 8,9% ao ano em termos reais. Avanço que se manteve entre 2010 e 2014, quando houve “inegável penetração do seguro nos produtos e regiões menos desenvolvidas”, e mesmo entre 2015 e 2017, quando o Brasil enfrentou sua mais profunda recessão, mas o setor avançou 2,4% ao ano, apesar da queda da atividade econômica brasileira em 2%. E tal resiliência do seguro, segundo o presidente da CNseg, deve-se, entre outros fatores, à maturidade alcançada pela sociedade, que viu no seguro um fundamental  elemento de proteção contra tempos difíceis.

Entretanto, afirmou Coriolano, o setor só conseguirá ultrapassar o atual patamar de 6% do PIB em novo período de desenvolvimento dos fundamentos econômicos no Brasil. E quando isso acontecer, disse, encontrará o setor preparado, com seus R$ 1,2 trilhão de ativos, que o colocam como um dos mais poderosos investidores institucionais do País.

Por fim, Marcio Coriolano aproveitou para manifestar a posição da Confederação em relação à possibilidade de contratação direta de resseguro por operadoras de planos de saúde e fundos de pensão. Afirmando respeitar democraticamente todas as posições e estar disposto ao debate, Coriolano destacou que, visando preservar a higidez dessas modalidades, entende que os riscos envolvidos nessas operações devem ser sustentados por seguradoras, e não por entidades de previdência privada ou operadoras de planos de saúde que não sejam seguradoras.  

A importância da saúde suplementar para a saúde e produtividade da força de trabalho brasileira

O presidente adjunto ANS, Leandro Fonseca
O presidente adjunto ANS, Leandro Fonseca

Lembrando que somente as receitas com pagamentos de mensalidades dos planos de saúde suplementar atingiram a marca de R$ 179,4 bilhões, com uma sinistralidade de 84%, o presidente adjunto da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Leandro Fonseca, afirmou que, além de sua enorme importância econômica, esse setor também tem papel fundamental para manter saudável e produtiva a força de trabalho brasileira, visto que a maioria dos planos de saúde comercializados é empresarial.

Leandro também abordou a escalada dos custos na saúde suplementar, pressionados pelo envelhecimento da população e pela incorporação de novas tecnologias, que demandam a discussão de um novo modelo de financiamento da assistência à saúde.

Os  debates da Susep com foco na aceitação de riscos no exterior pelas resseguradoras locais

O superintendente da Susep, Joaquim Mendanha
O superintendente da Susep, Joaquim Mendanha

Joaquim Mendanha, superintendente da Susep, destacou que a  Comissão Especial de Trabalho sobre Resseguro, criada no fim de 2017, com a participação do setor, gerou importantes decisões, sendo a principal, a Resolução CNSP 353, em vigor desde janeiro deste ano e que  “consagrou a efetiva abertura desse mercado”.

Em 2018, afirmou, haverá ainda importantes decisões regulatórias para o mercado supervisionado pelo órgão, sendo que um dos temas principais em debates é o da aceitação de riscos no exterior pelas resseguradoras locais.

                                                                            

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