Certificação Profissional CNseg: antes de um exame, um estímulo à qualificação

05 de Junho de 2017

Certificação Profissional CNseg: antes de um exame, um estímulo à qualificação

Confira a entrevista com o presidente da CNseg

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O presidente da CNseg, Marcio Coriolano

Em sua terceira edição, a Certificação Profissional CNseg (CPC), cujo exame ocorre em 19 de outubro, busca qualificar os profissionais do mercado segurador, tanto para ajudar a alavancar suas carreiras como para prepará-los para os novos desafios que se apresentarão com a retomada do crescimento, como afirmou o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, na entrevista abaixo. Confira.

Como a CPC se insere no Programa de Educação em Seguro da CNseg?

A CPC foi o primeiro passo do Programa de Educação em Seguro da CNseg, o primeiro grande evento de um guarda-chuva amplo, onde cabem muitas ações. Desde ações mais estruturadas, como a própria Certificação, a ações mais direcionadas a públicos específicos, seja por meio de entrevistas, seja com o Papo Seguro (Programa da Rádio CNseg). De qualquer maneira, penso que, dentro do Programa de Educação em Seguro, o mais estruturado é a CPC.

Como a CPC se insere nesse novo mundo em que vivemos?

A velocidade com que o conhecimento está se transformando nessa nossa época é cada vez maior. Seja devido ao maior acesso da população à informação e, mais que isso, ao conhecimento, que é a informação estruturada, seja porque o próprio conhecimento é transformado pela tecnologia. Há dois anos, por exemplo, a discussão sobre meios remotos no seguro era totalmente diferente da que ocorre hoje. Há apenas dois anos, isso era apenas uma possibilidade. Hoje, é uma realidade. Isso sem falar em big data, inteligência artificial, internet das coisas e tantas outras tecnologias disruptivas.

E toda essa velocidade e transformação do conhecimento coloca uma pressão enorme sobre todos os tipos de profissionais. Sejam jornalistas, economistas, advogados, torneiros  mecânicos, não importa, eles precisam estar acompanhando, cada vez mais de perto, essas transformações, reciclando-se para permanecerem competitivos nesse novo mundo, povoado por profissionais mais qualificados e mais atentos a essas mudanças.

Nesse contexto, a CPC tem dois principais objetivos: o primeiro, efetivamente, de certificar esses profissionais, avaliando se estão bem qualificados para o bom exercício da atividade. Mas tão ou mais importante que isso é o objetivo de induzir as pessoas ao movimento, à atualização do conhecimento. O programa é, antes de um exame, um estímulo à qualificação.
E ainda há um terceiro objetivo, que é o de mostrar qual o tipo de profissional o mercado demanda. Mais do que nunca, as companhias precisam de profissionais que ajudem a aumentar a velocidade da oferta e da criação de novos produtos, para alcançarem esse novo consumidor, mais preparado, mais exigente e mais consciente. Quem move as seguradoras são os profissionais que nelas trabalham. E, para não ficarem pra trás, as empresas precisam de gente preparada e, por isso, precisam reconhecer e valorizar seus profissionais certificados, identificando-os como mais aptos para as funções que aqueles que não estão acompanhando as transformações.

Como a crise que atravessamos impacta a CPC?

A crise é a mãe das oportunidades. Não tenho a menor dúvida de que o Brasil vai superar esse momento dificílimo e se reencontrar no caminho do crescimento. Mas quando isso acontecer e retomarmos as taxas de crescimento históricas, toda essa mão de obra precisará estar capacitada pra isso.
Quando esse momento chegar e a demanda voltar a crescer, as empresas ainda estarão com seus recursos escassos e a produtividade precisará ser muito grande para compensar todo o investimento de capital que precisará ser feito. E produtividade é, principalmente, capacitação de mão de obra. E é agora, quando a crise já dá alguns sinais de estar passando, o momento de nos prepararmos para o aumento da produtividade.

E isso é particularmente relevante em nosso mercado, onde a mão de obra é muito importante e o efeito da crise sobre o emprego foi muito menor que em outros setores. Essa mão de obra retida precisará tornar-se mais produtiva para compensar os efeitos da crise. 

Como as empresas do setor podem contribuir para o fortalecimento da relevância da CPC?

Falando francamente, acho que as associadas podem fazer ainda mais pela CPC, não apenas reconhecendo os profissionais certificados, mas também estimulando seus funcionários a fazerem o exame.

E para sensibilizar as empresas, a CNseg busca propiciar um ambiente de debates onde as melhores práticas possam ser conhecidas e adotadas. E, para isso, muito pode contribuir a nossa Comissão de Recursos Humanos, composta por profissionais das empresas associadas, que podem levar para suas casas o estímulo necessário para isso.

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