Coaf e mercado discutem como tornar comunicações mais efetivas

29 de Março de 2018

Coaf e mercado discutem como tornar comunicações mais efetivas

Setor segurador enviou em torno de 60 mil reportes de operações suspeitas em 2017. Mas só 26 processos de investigação foram abertos pelo Conselho

Um workshop promovido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a pedido da Superintendência de Acompanhamento Técnico da CNseg, ocorreu nesta terça-feira (27), em Brasília, para avaliar casos práticos de reporte das comunicações feitas pelo setor segurador e discutir futuros ajustes. O encontro contou com a participação de 17 executivos do setor segurador.  Além de promover a aproximação institucional entre a CNseg e o Coaf, o encontro serviu para aprimorar a qualidade das comunicações de operações suspeitas, tornando-as mais efetivas.

Em 2017, o Coaf abriu 26 processos de investigação, a partir de 60 mil comunicações feitas pelo setor segurador. Ao mesmo tempo, 765 comunicações do setor segurador enviadas ao Coaf no ano passado foram apensadas a outros processos em curso contra pessoas envolvidas em ilícitos.  O Coaf recebeu cerca de 160 mil reportes do setor segurador no acumulado de 2015 a 2017. “Esse é um número de comunicações expressivo se comparado aos processos de investigação abertos pelo Coaf, o que demonstra o envio de informações muita vezes irrelevantes ao Conselho e, consequentemente, a necessidade de atualização do normativo da Susep”, informa Luciana Dall’Agnol, representante da CNseg no encontro.

Há algum tempo, a CNseg busca uma maior aproximação do Coaf e, ao mesmo tempo, debate a necessidade de atualização da Circular Susep 445/2012, normativo que estabelece os controles específicos para a prevenção e combate aos crimes de "lavagem".

Rochelle Ribeiro e Francisco Cesar Silva, ambos servidores do Coaf, destacaram a importância do trabalho dos profissionais que atuam na área de prevenção à lavagem de dinheiro, por meio de comunicações com informações completas. Segundo eles, tais reportes podem ser úteis em investigações futuras não só do Coaf, mas de outras instituições, como o Ministério Público e Polícia Federal, por exemplo.

Um novo workshop ocorrerá em abril (26), em Brasília,  com a participação de mais um grupo de executivos do setor segurador.

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