Emprego: indicador do Ibre/FGV vê perspectivas positivas

09 de Janeiro de 2018

Emprego: indicador do Ibre/FGV vê perspectivas positivas

IAEmp sobe em dezembro, alcança maior nível da série e indica cenário mais promissor nos primeiros meses do ano

Uma tendência de reação do mercado de trabalho nos primeiros meses de 2018 é a constatação mais animadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O chamado Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) subiu 3,1 pontos em dezembro, para 107,0 pontos, alcançando o maior nível da série iniciada em junho de 2008. Com o resultado, o indicador avançou 17 pontos em 2017, algo que, segundo o estudo, é uma sinalização de recuperação da atividade econômica.

A publicação Indicadores de Mercado de Trabalho, divulgada hoje (9) pela FGV, verifica que o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu pelo segundo mês consecutivo, ao variar 1,7 ponto, totalizando 100,3 pontos em dezembro do ano passado, também o maior resultado desde os 100,6 pontos de março de 2017. No ano, o indicador recuou 3,3 pontos.

O economista da FGV Fernando de Holanda Filho afirma que o índice antecedente de emprego repercute o grande otimismo em relação à recuperação da atividade econômica no País. “O índice reflete a expectativa de melhora dos negócios e planos de contratação das empresas nos próximos meses. O elevado nível do índice indica que a geração de postos de trabalho deve avançar mais durante este ano”, disse.

Sobre o nível do Índice Coincidente de Desemprego (ICD), acima de 100 pontos, o resultado demonstra que, apesar da redução da taxa de desemprego, a situação do mercado de trabalho continua difícil. “A taxa de desemprego se mantém na casa dos 12% e a geração de vagas continua ocorrendo predominantemente no mercado informal, retratando um mercado de trabalho ainda complicado para o trabalhador”, concluiu.

Isso explica porque as classes de renda que mais contribuíram para a alta do Indicador Coincidente de Desemprego foram as duas mais baixas: consumidores com renda familiar até R$ 2,1 mil, cujo Indicador de Emprego (invertido) variou 9,5 pontos; e a faixa entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil com avanço de 1,1 ponto. Já o Indicador Antecedente de Emprego, que fechou 2016 em 90 pontos, abriu o ano passado em 95,6 pontos. O indicador, no entanto, só veio a ultrapassar a marca dos 100 pontos em setembro de 2017 quando fechou em 100,6 pontos, mantendo-se desde então acima desta faixa pelo restante do ano.

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