Estudo lista tendência no campo de insurTech

04 de Dezembro de 2017

Estudo lista tendência no campo de insurTech

Cerca de US$ 14 bilhões em investimentos já foram aplicados em mais de 550 startups em todo o mundo

Mais um estudo sobre o avanço da insurTech chega ao mercado, assinalando oportunidades para as seguradoras. Assinado pela consultoria e corretora de seguros Aon, o relatório global “Oportunidades do Mercado de Seguros (GIMO)”, lançado em novembro mundialmente, lista as prováveis tendências em termos de novos produtos e serviços. O levantamento promove um cruzamento de dados de setores importantes da economia, áreas de crescimento e tendências de inovação para as seguradoras. O estudo apontou que as insurTechs, tecnologias que mudam a forma que os consumidores contratam seguros, serão mais um facilitador para o setor, e não um obstáculo, como muitas empresas temiam.
 
Os números da expansão são assombrosos: aproximadamente US$ 14 bilhões em investimentos até o momento, em mais de 550 startups de todo o mundo. O seu papel pode ser mais relevante do que as seguradoras imaginavam anteriormente, graças à inovação em arquitetura aberta. “Por meio de uma estrutura que oferece os padrões de soluções e a flexibilidade necessária à inovação empresarial, as grandes organizações podem ajudar a potencializar essas inovações”, diz Yves Lima, diretor de Resseguros da Aon Brasil.
 
O relatório mostrou também que três modalidades de seguro têm um potencial de crescimento maior nos próximos anos: risco cibernético, de catástrofes e doenças infecciosas. Esses segmentos, podem se tornar cada vez mais seguráveis com a cooperação das InsurTechs e de outras empresas de tecnologia e análise. “Essa parceria vai gerar novas oportunidades para que as seguradoras e resseguradoras possam oferecer produtos novos e melhores”, acredita o executivo da Aon, por meio de nota.
 
O estudo também aborda as oportunidades de quebras de paradigmas da economia colaborativa. O aumento da utilização de serviços como o Uber e o Airbnb obriga o setor de seguros tradicional a reconhecer que itens como veículos e residências cada vez mais são utilizados tanto no âmbito comercial quanto pessoal.
 
Em termos de ruptura de negócios, o relatório destaca que o volume de prêmio oriundo de seguros tradicionais para veículos nos EUA deve cair mais de 40% entre 2015 e 2050, quando veículos autônomos deverão estar totalmente desenvolvidos.  Esse processo vai gerar uma nova discussão no mercado segurador. Ao mesmo tempo em que se prevê que menos acidentes ocorram, o estudo adverte que a gravidade de eventuais acidentes poderia aumentar, com uma transferência de responsabilidade, anteriormente dos condutores passando às montadoras e aos fornecedores de software.
 
“Sabemos que o mercado de seguros está enfrentando dificuldades no ambiente macroeconômico atual, assim, devemos esperar que as líderes do setor promovam mudanças.  Já estamos aplicando novas ferramentas tecnológicas para aumentar nossa eficiência em consultoria e corretagem e expandir a participação nos mercados de risco emergentes. Por outro lado, a verdadeira transformação só vai acontecer quando reinventarmos completamente o modelo de gerenciamento de riscos. Nesse novo ambiente, todas as contribuições, ou aquilo que chamamos de inovação em arquitetura aberta, serão fundamentais para nosso real ganho líquido”, afirma Yves Lima.
 
O relatório também contém análises aprofundadas sobre riscos cibernético, revelando que a abordagem do segmento vai além do seguro tradicional. Além de apontar que uma política adequada de seguro deverá incluir acesso a diversos provedores de serviços para incidentes específicos e serviços adicionais. “Esses serviços, sejam eles prestados diretamente de empresas ou parcerias, deverão oferecer às seguradoras um meio de expandir sua proposta de valor, além da linha de seguro tradicional”, conclui.
 
Para ter acesso ao relatório, basta acessar o link: http://aon.io/2vMRrBC
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