Inflação baixa pode reduzir ainda mais Selic

11 de Agosto de 2017

Inflação baixa pode reduzir ainda mais Selic

Mas processo de desinflação depende de aprovação de reformas para ter continuidade, diz presidente do BC

O cenário benigno da inflação favorece quedas adicionais da taxa Selic nos próximos meses, mas a aprovação de reformas, "notadamente as de natureza fiscal e creditícia", é fundamental para a continuidade do processo de desinflação. A afirmação é do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. "Em face das expectativas de inflação ancoradas em torno da meta, da inflação em queda e do alto grau de ociosidade na economia, a taxa Selic recuou 500 pontos-base nos últimos meses e há expectativa no mercado de quedas adicionais à frente", afirmou Goldfajn, ao participar de evento realizado nesta sexta-feira (11) em São Paulo.

O ciclo de queda da Selic, iniciado em outubro de 2016, fez a taxa recuar aos 9,25% ao ano no momento, e o ritmo de corte acelerado, na casa de um ponto percentual, deve ter continuidade na reunião de setembro- será a terceira redução de um ponto percentual. Até a guinada de outubro, a Selic estava em 14,25%.

Segundo ele, a queda de confiança na atividade tem sido, até o momento, limitada, assegurando que os dados econômicos do segundo trimestre exibem recuperação gradual. A seu ver, o cenário externo continua favorável, algo que tem contribuído, "até o momento", para o apetite por ativos de economias emergentes.

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