Mais para Homer Simpson que para Sr. Spock

10 de Outubro de 2017

Mais para Homer Simpson que para Sr. Spock

Prêmio Nobel de Economia vai para acadêmico que estuda os processos de decisão humanos

O Prêmio Nobel de Economia foi anunciado ontem, dia 9, tendo como ganhador o economista americano Richard H. Thaler, professor da Universidade de Chicago.

Considerado um dos pais da chamada economia comportamental, Thaler afirma em sua obra que, diferentemente do que é preconizado pela teoria econômica tradicional, o ser humano é muito menos racional do que se imagina na hora de tomar decisões objetivas. "Somos muito mais parecidos com Homer Simpson que com o Sr. Spock".

Em 2014, Richard H. Thaler participou, aqui no Brasil, do VII Fórum Nacional de Seguros de Vida e Previdência Privada, organizado pela FenaPrevi, onde apresentou uma palestra sobre a revolução do consumidor. Para ele, as teorias econômicas tradicionais, de um modo geral e, o mercado segurador, em particular, tendem a achar que os consumidores são altamente racionais no momento das tomadas de decisão financeira, quando, na verdade, são suscetíveis a uma ampla gama de preconceitos que podem levar a decisões equivocadas. “O principal problema das teorias econômicas tradicionais são os supostos ‘fatos irrelevantes’”, afirmou o professor.

Uma descoberta interessante de Thaler, junto com o pesquisador Shlomo Benartz, foi que muitos trabalhadores americanos deixavam de aderir a planos de previdência, mesmo conscientes da importância da ação, simplesmente porque precisavam preencher extensos formulários de adesão. Em um experimento, quando a adesão era automática, com a necessidade de preenchimento de formulários somente para sair do sistema, a adesão aumentou consideravelmente, levando o congresso norte-americanos a mudanças nas regras do sistema.

Em 2008, o economista publicou o livro "Nudge: o empurrão para a escolha certa", mostrando como pequenos incentivos são suficientes para influenciar na tomada de melhores decisões. Entre as histórias relatadas na publicação, o caso do aeroporto de Amsterdã, que reduziu em 80% a sujeira dos banheiro ao pintar uma mosca nos mictórios, estimulando a prática da mira ao alvo. 

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