Presidente da FenaSaúde defende qualificação de quem presta serviços em saúde

03 de Setembro de 2018

Presidente da FenaSaúde defende qualificação de quem presta serviços em saúde

Para Solange Beatriz Palheiro Mendes, a qualificação passa por eficiência na prestação do serviço, pela qualidade assistencial e pelos custos

O 3º Fórum Internacional de Lideranças da Saúde – FILIS, promovido pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), reuniu na última sexta-feira (31/8), em São Paulo, mais de 300 participantes para discutir “Saúde em pauta: perspectivas para o futuro do setor”. Dentro do tema ‘Como dar longevidade à Saúde Suplementar com o impacto das leis e normas regulatórias?’, a presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Solange Beatriz Palheiro Mendes, participou da discussão sobre ‘O impacto no dia a dia de quem opera o setor’.

Durante o debate, ao ser questionada se as operadoras de planos de saúde valorizam a qualificação dos prestadores na hora de contratar e de promover reajustes contratuais, a executiva afirmou que essa qualificação é uma variável da maior importância, tanto na contratação quanto nas negociações entre as associadas da FenaSaúde e os prestadores.

“Também entram na equação a eficiência na prestação do serviço, a qualidade assistencial e os custos. É natural que as operadoras formatem a sua rede de acordo com as necessidades dos seus contratantes, e é saudável que haja concorrência para a prestação dos melhores serviços, tanto em termos de custos como de qualidade”, afirmou.

De acordo com Solange Beatriz, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deve criar as condições para que o próprio mercado se qualifique, e não intervir no processo. “A Agência já faz isso, na medida em que estipula regras de prazos de atendimento. Mas deveria avançar dando transparência aos dados de resultados clínicos e econômicos dos prestadores de serviços. Ela tem essa atribuição e deveria usá-la”, concluiu.

Além da presidente da FenaSaúde, também participaram dessa discussão Carlos Marinelli, CEO do Grupo Fleury; Lidia Abdalla, CEO do Grupo Sabin; Sidney Klajner, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein; além de  Wilson Shcolnik, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC), moderador do debate.

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