Sustentabilidade, um tema caro ao mercado de seguros

08 de Junho de 2017

Sustentabilidade, um tema caro ao mercado de seguros

"II Encontro de Sustentabilidade e Inovação" reúne cerca de 100 participantes e ratifica protagonismo do seguro na matéria

Questões ligadas à sustentabilidade não estão mais só no radar de seguradoras e de alguns outros stakeholders, mas também começam a ser incorporadas à agenda de trabalho de agências de rating, como a S&P Global, ou da Susep, dado o caráter cada vez mais estratégico que assumem os riscos ambientais, sociais e de governança corporativa (ASG) para toda a sociedade, governos e empresas. Esta é uma das principais conclusões emanadas do “II Encontro de Sustentabilidade e Inovação do Setor de Seguros”, promovido nesta quinta-feira (8/6) pela CNseg.

Cerca de 100 pessoas participaram dos debates “de um tema particularmente caro ao mercado segurador, já que proteger de riscos, sejam os assumidos por cidadãos, sejam os por empresas, tem tudo a ver com a sustentabilidade”, assinalou o presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araujo Coriolano, ao fazer a abertura oficial do encontro, prestigiado pelo superintendente da Susep, Joaquim Mendanha de Ataídes; pela presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes; pelo presidente da Associação Nacional das Resseguradoras Locais, Paulo Botti, entre outras lideranças e autoridades do mercado.

Para Marcio Coriolano, o mercado segurador cumpre um papel fundamental na proteção de famílias e na criação um ambiente econômico mais propício à geração de riqueza, ao desenvolvimento e, enfim, à resiliência dos segurados. Justamente por mitigar riscos individuais e coletivos- e à parte sua condição de destacado investidor institucional-, o mercado de seguros deveria, na opinião de Marcio Coriolano, ser um importante instrumento de política econômica do governo, dada sua abrangência em termos de proteção.  Do ponto de vista microeconômico, o seguro, ao diluir riscos, reduz a probabilidade de ocorrência de quebras, falências e insolvências, tanto de empresas quanto de famílias, lembrou ele. Do ponto de vista macroeconômico, o seguro contribui para a redução do risco sistêmico, mitigando as possibilidades de contaminação, para a sociedade, de eventos que possam trazer problemas para a economia como um todo, acrescentou ele.

Mesmo assim, este mercado relevante continua a ser pouco entendido no País. “A cultura de seguros está longe de alcançar o patamar mínimo desejável. Embora nosso mercado venha demonstrando uma capacidade de resiliência em meio à grave crise que ainda vivemos, o fato é que os brasileiros ainda dão pouca atenção à poupança em geral e à proteção por meio do seguro, em particular”, declarou ele, para quem a promoção da cultura de seguro assume, nesse cenário, grande importância para dar proficiência financeira a todos os pares da sociedade.

Lembrando dados de uma pesquisa global da S&P, realizada com mais de 150 mil adultos e adolescentes maiores de 15 anos em 143 países- sob gaps na educação financeira (no Brasil, apenas 35% da população apresentou proficiência financeira; e o tema “diversificação de riscos” alcançou 33%), Marcio Coriolano reconheceu que este quadro “evidencia que o desafio para o setor de seguros é ainda maior que o dos demais setores para levar conhecimento sobre seus produtos para a população”.

Tendo como pano de fundo este quadro de riscos ambientais, sociais e de governança, Marcio Coriolano afirmou que o tema sustentabilidade “não tem mais como sair da agenda de qualquer empresa ou organização”.  No caso do mercado segurador, ele informou que, em 2016, a CNseg, por meio de sua Comissão de Sustentabilidade e Inovação, trabalhou para integrar os aspectos Ambientais, Sociais e de Governança Corporativa (ASG) à agenda de debates do setor.

O resultado desse empenho está materializado no Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros 2016, “um excelente ponto de partida para avaliarmos a maneira como temos agido para contribuirmos, nós mesmos, para a adoção de práticas sustentáveis”, assinalou ele.

Divulgado durante o evento, o Relatório de Sustentabilidade, que segue mais uma vez as diretrizes da Global Reporting Iniciative (GRI), reúne ações de seguradoras que, juntas, respondem por 84% da arrecadação do setor.  O relatório informa, por exemplo, que 100% das empresas adotam medidas anticorrupção; 23% delas atuam no desenvolvimento de soluções tecnológicas; 52% efetuaram treinamento de analistas e gestores a temas ASG; 73% relataram possuir ações específicas envolvendo pesquisas de satisfação com clientes; 93% usam as pesquisas de satisfação como ferramenta para induzir melhorias; 58% possuem iniciativas envolvendo Educação em Seguros.

Antes de finalizar seu discurso, Marcio Coriolano fez questão de falar sobre o Programa de Educação em Seguros, lançado no ano passado pela CNseg, que visa justamente a estreitar o relacionamento entre o setor segurador e a sociedade, por meio de um conjunto de ações que buscam disseminar a cultura do seguro e as principais questões relacionadas ao mercado segurador.

 

Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros

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