‘Desconstruir’ empresas em nome da criatividade e da inovação, propõe web ativista

22 de Setembro de 2017

‘Desconstruir’ empresas em nome da criatividade e da inovação, propõe web ativista

Gil Giardelli participou do painel ‘A revolução cognitiva, humanidade, robôs e inovação’, da 8ª CONSEGURO

À medida em que as revoluções industriais mudaram em larga escala os meios de produção ao longo do século XX, as novas fronteiras tecnológicas insinuam, hoje, mudanças na própria essência da humanidade. Em uma realidade cada vez mais fluida, o que definirá o funcionamento das empresas e do mercado de trabalho global? Foi esse o tema analisado pelo web ativista Gil Giardelli no painel “A revolução cognitiva, humanidade, robôs e inovação”, realizado na quinta-feira (21) durante a 8ª CONSEGURO, no Rio.

Para o especialista, a inovação tecnológica é o principal motor da economia mundial e deve ser estimulada constantemente por setores que pretendam sobreviver de forma sustentável em longo prazo. “Inovar custa caro? O que custa caro é o fim do negócio”, frisou Giardelli. “Se considerarmos os conceitos dos novos economistas, estamos vivendo uma explosão como nunca antes vista. Quem não se preparou para essa era está sofrendo.”

A constatação é verdadeira principalmente para os setores que, frente às mudanças tecnológicas, podem se tornar obsoletos. Os casos não são poucos: o rol inclui a indústria automobilística, as empresas de telefonia, o setor financeiro e até mesmo escritórios de advocacia. Diante do alcance crescente da robótica, a relevância das empresas não mais está associada ao seu porte ou à sua capacidade de investimento. A chave que pode mudar o jogo, segundo Giardelli, é a chamada “destruição criativa”.

O conceito gira em torno da “desconstrução” das empresas para que, por fim, elas preservem apenas o fundamental e necessário aos consumidores. “Uma boa experiência virou commodity”, definiu o especialista, que há 18 anos estuda atividades ligadas aos temas de sociedade em rede, colaboração humana, economia criativa e transformação digital.

No âmbito da economia brasileira, Giardelli avalia que as empresas nacionais estão ainda muito atrás do ritmo mundial de crescimento. “O brasileiro é muito criativo, mas pouco inovador”, definiu o especialista, que diagnostica: “O problema hoje não é mais da tecnologia, é da liderança”.

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