Justiça seja feita!

10 de Maio de 2017

Justiça seja feita!

Leia a nova coluna de Álvaro Modernell sobre títulos de capitalização

Estamos vivendo mais uma Semana Nacional de Educação Financeira, a quarta. Eventos como esse só se consolidam quando o ambiente é receptivo, quando o mercado aceita e quando as pessoas demonstram gostar e querer saber mais sobre o assunto. E, quando o assunto é dinheiro, todos querem, inclusive saber mais.

Até chegarmos ao ponto de o país ter programação voluntária suficiente para encher uma semana com atividades gratuitas, diversificadas, espalhadas por todo território nacional, muito chão foi percorrido e muito trabalho de base foi realizado.

Nesse particular, registro meus parabéns e reconhecimento a entidades como o Banco Central, a CNSeg, a Fenacap e tantas outras que parecem ter acertado o rumo, que vêm investindo com consistência e persistência para que o Brasil, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, no interior e nas capitais, nas escolas e nas famílias tenha evoluído na educação financeira de sua população.

Como exemplo claro disso, falemos dos títulos de capitalização. Sempre foi e continua sendo uma paixão nacional. É um produto que alimenta esperanças, que ajuda na disciplina, que motiva, que ajuda a realizar sonhos e a manter reservas. Um produto que cresceu e amadureceu em plena crise.

Quem acompanha o mercado deve se lembrar que há cinco ou dez anos chegou a ser considerado patinho feio. Foi alvo de críticas de especialistas, da imprensa, de órgãos de defesa do consumidor e até de alguns consumidores desavisados.

O produto mudou muito de lá para cá? Não. Mas a aceitação melhorou, aumentou, cresceu. Como pode? Simples. Deixou de ser vendido com a roupagem errada. Titulo de capitalização não é investimento. Não é produto de poupança. Não é loteria. O que é, então?

Vamos ao óbvio. Título de capitalização é título de capitalização. Um produto diferente, com características únicas que reúne muito do que a população quer, acessível, sem complicação, que ajuda na disciplina para deixar algum dinheiro fora do consumo por certo tempo, que retorna depois do prazo acordado e que alimenta sonhos, a esperança de ser contemplado com um valor que possa até mudar a vida das pessoas, mas que também ajude a vencer as dificuldades do dia a dia com prêmios menores, às vezes com produtos para casa. Um produto simples que pode ser adquirido em bancos e em bancas de jornal. Agrada quem gosta de loterias, mas não gosta de jogar dinheiro fora, quem quer juntar dinheiro mas não se motiva com o rendimento da poupança e de outras alternativas para a população de baixa e média renda. Sem contar inquilinos, inclusive aqueles que por opção, preferem deixar o dinheiro investido e pagar os aluguéis com juros, mas não querem se sujeitar a pedir favor para que amigos ou parentes sejam fiadores. Esses descobriram a capitalização como alternativa e vão muito bem, obrigado.

Por exemplos como esse, que demonstram o quanto a população e o mercado brasileiro evoluíram nos últimos anos em termos de educação financeira, meus parabéns a todos os organizadores e participantes desta 4ª Semana Nacional de Educação Financeira.

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