Conferência da CNseg debate diversidade e inclusão no Rio

28 de Setembro de 2018

Conferência da CNseg debate diversidade e inclusão no Rio

Evento aconteceu em 28 de setembro, na sede da Confederação das Seguradoras

titleDa esquerda para a direita: O CEO da Marsh Brasil, Eugenio Paschoal; a presidente da Comissão de RH da CNseg e diretora de Capital Humano e Sustentabilidade da SulAmérica Seguros, Patrícia Coimbra; o presidente da FenaPrevi e CEO Brasil da Zurich, Edson Franco, e a presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes

A 1ª Conferência de Diversidade e Inclusão do Setor de Seguros, realizada pela CNseg, a Confederação das Seguradoras, aconteceu hoje, dia 27 de setembro, em sua sede no Rio de Janeiro, reunindo lideranças do mercado segurador brasileiro e internacional. Entre os presentes, destaque para vice-presidente da CNseg e presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mende; para a CEO do Lloyd’s os London, Inga Beale; para o CEO da Zurich no Brasil e presidente da FenaPrevi, Edson Santos, e para a presidente do GT de Diversidade e Inclusão da CNseg, Ana Paula de Almeida Santos.

Em sua fala de abertura, Solange Beatriz destacou que, apesar de a diversidade ainda não fazer parte da cultura empresarial brasileira, vê várias seguradoras dando os primeiros passos na direção desse movimento. E, segundo ela, isso é importante, pois empresas com mais diversidade são mais inovadoras, criativas e engajadas, além de possuírem uma melhor imagem junto aos investidores. Referindo-se especificamente ao mercado segurador brasileiro, citou levantamento da Escola Nacional de Seguros, que constatou as mulheres só representam 6% dos cargos executivos e seus salários costumam ser 30% menores que os dos homens.

Não basta promover a diversidade, é preciso divulgá-la

titleNo púlpito, a presidente do Grupo de Trabalho, Ana Paula de Almeida Santos

“Uma das motivações para a criação do GT de Diversidade da CNseg foi a percepção de que faltava uma maior discussão sobre o tema no mercado segurador brasileiro”, afirmou a presidente do Grupo de Trabalho, Ana Paula de Almeida Santos, para quem não basta promover um ambiente com mais diversidade. “É preciso também divulgar essas ações para incentivar outras empresas a seguirem o mesmo caminho”, afirmou. Esta foi, inclusive, segundo ela, a razão para o lançamento, em setembro de 2017, da cartilha “Boas práticas para diversidade no mercado segurador”.

É preciso coragem para promover a diversidade

titleA CEO do Lloyd’s os London, Inga Beale

A CEO do Lloyd’s of Londos, que foi a primeira mulher a ocupar esse cargo, afirmou que é preciso muita coragem para promover a diversidade em um mercado tão conservador quanto o segurador, composto majoritariamente de homens brancos, enfrentando a resistência dos que pensam que “já fomos longe demais”.

Inga, que se declarou bissexual, afirmou que foi muito assustador para ela, quando jovem, ingressar nesse mercado e que esconder sua sexualidade era muito angustiante. “É importante manter os debates sobre diversidade para estimular as pessoas a se sentirem parte do ambiente”, afirmou.

Ao assumir, há cinco anos, o comando da tradicional instituição inglesa – que até 1969 não admitia mulheres - percebeu que precisava modernizar a instituição, razão da criação do “Dive In – The Festival for Diversity & Inclusion in Insurance”, que acontece em 25 a 27 de setembro, por meio de diversas ações, simultaneamente em 27 países ao redor do mundo.

Precisamos reconhecer as pessoas como elas são

E entre as seguradoras em atuação no Brasil com práticas de inclusão, destaque para a Zurich que, segundo seu CEO, Edson Franco, contratou recentemente uma consultoria especializada em seleção de profissionais negros, visto que, em seus 10 anos em cargo de chefia, nunca teve a oportunidade de avaliar o currículo de um negro para um cargo sênior.

A Zurich foi também a primeira seguradora a contratar um transexual. “Como podemos ajudar os funcionários e clientes a desenvolverem seus potenciais máximos, como assinalado em nossa missão, sem reconhecer as pessoas como elas são?”, indagou retoricamente Edson Franco.

A presidente da Comissão de RH da CNseg e diretora de capital Humano e Sustentabilidade da SulAmérica, Patrícia Coimbra, falou dos esforços de sua empresas para tornar o ambiente mais diverso, afirmando que a contratação de aprendizes e estagiários é feita no estilo “The Voice”, onde a aparência dos candidatos só é conhecida ao final do processo.

“A renovação é vital para nosso negócio”, afirmou o CEO da Marsh Brasil, Eugenio Paschoal, que acredita que a maior resistência a esse processo costuma vir dos gestores. Ele também acredita que as barreiras que essas pessoas encontram não estão tanto na entrada, mas sim no progresso, com o passar do tempo. Esta foi, inclusive, a razão de a corretora ter implementado o horário flexível e criado uma sala de amamentação.

A última apresentação da manhã ficou a cargo da diretora da ONG Redes da Maré, Eliana Souza Silva, que discorreu sobre o “Festival Women of the World”, que, segundo ela “propõe a melhoria da agenda das mulheres nos locais em que vive, além de uma troca de experiências do que é ser mulher no mundo contemporâneo”.

O evento foi encerrado pelo CEO Brasil da Lloyd’s, Marco Castro, que declarou sua satisfação por constatar que o mercado segurador está se engajando na causa da diversidade e que o evento, além de inspiração, forneceu muitas dicas sobre como aumentar a diversidade no ambiente de trabalho.

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