Plano de saúde faz diferença no bem-estar do idoso

05 de Outubro de 2017

Plano de saúde faz diferença no bem-estar do idoso

Pesquisa Datafolha mostra que 97% não pensa em mudar de plano e 64% de beneficiários acima de 60 anos percebem seu estado de saúde como “Bom ou ótimo”

Nesta quinta-feira, dia 05, a FenaSaúde divulgou a ‘Pesquisa Longevidade: Idosos e Planos de Saúde’, durante o 3º Fórum de Saúde Suplementar, que acontece até amanhã em São Paulo. Realizada pelo Datafolha com 1.110 entrevistados a partir dos 60 anos – com e sem plano de saúde – nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, o levantamento conclui que 64% dos idosos detentores de planos de saúde têm percepção de estado de saúde ‘Bom ou Ótimo’. Esse índice cai para 53% para os idosos que não dispõem do serviço.

“Esse resultado soma-se ao índice de 70% de satisfação do idoso com seu plano de saúde também demonstrado na pesquisa, sendo que 53% está satisfeito com tudo. Hoje, cria-se uma imagem de que o idoso é maltratado pelo serviço até ser expulso pelos planos, o que não foi constatada pela pesquisa, antes o contrário. Para ter ideia, os beneficiários acima dos 60 anos têm, em média, seus planos há 19 anos e a maioria não pretende mudar de plano nos próximos seis meses”, revela Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidente da FenaSaúde.

O acesso do idoso aos serviços também foi comprovado pela pesquisa. O idoso que dispõe do serviço faz mais exames em relação a quem não tem o atendimento privado à saúde. Segundo o Datafolha, 51% dos beneficiários acima dos 60 anos na amostra faz, pelo menos, um exame a cada seis meses. Esse número cai para 39% para os idosos que não têm plano.

Atualmente, há 6,2 milhões de beneficiários acima dos 60 anos – grupo que mais cresce nos planos de saúde. Nos últimos doze meses terminados em julho de 2017, aumentou em 2,3% o número de idosos detentores de planos, enquanto as faixas etárias mais jovens apresentaram quedas significativas de beneficiários.

Em geral, 24% da população brasileira é coberta pelos planos de saúde. Na pesquisa, 37% dos idosos têm assistência privada, sendo que 50% acima da faixa etária dos 80 anos possui o atendimento. “O plano é um serviço estimado pelo idoso, que tem a garantia de atendimento à saúde de qualidade, como comprovam os resultados. Isso demostra que não há seleção de risco por parte das operadoras, como muitos alardeiam sem razão”, explica a executiva, que complementa com mais um insight gerado pela pesquisa: “Outro dado interessante é o que o clínico geral é a segunda especialidade mais procurada, o que mostra que não há barreira cultural para um médico generalista ser um orientador do cuidado. A FenaSaúde defende esse tipo de modelo de atendimento que possibilita uma visão integrada do paciente, na qual um profissional detém todo o histórico de saúde”.

As associadas à FenaSaúde realizam programas de promoção e prevenção à saúde em todas as faixas etárias de seus beneficiários, como também participam do programa ‘Idoso Bem Cuidado’, da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que visa a melhora na qualidade do atendimento por meio de um acompanhamento sistemático. 

Planejamento financeiro

Além de um retrato da saúde de idosos com ou sem plano, a pesquisa Datafolha também apresenta características que influenciam a qualidade de vida desse grupo da população. O planejamento financeiro mostra, mais uma vez, a relação entre planos de saúde e idosos: dos 34% que fizeram planejamento, 46% possuem plano de saúde. Já em relação aos 66% que não se planejaram, 73% não têm o benefício.

Encomendada pela FenaSaúde, a pesquisa Datafolha entrevistou 1.110 pessoas, divididas entre homens e mulheres acima dos 60 anos, em agosto deste ano. Os resultados também são apresentados por faixas etárias: 60 a 69 anos, 70 a 79 anos e acima dos 80 anos. 

>> Confira aqui os números completos da pesquisa

>> Veja aqui as informações complementares da pesquisa

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