Seguradoras indenizaram mais de 300 mil celulares segurados em 2017

30 de Janeiro de 2018

Seguradoras indenizaram mais de 300 mil celulares segurados em 2017

Reportagem do Fantástico mostra como agem os criminosos e o crescimento da procura pelo seguro

Somente no ano passado, 300 mil celulares foram indenizados pelas empresas seguradoras, de acordo com levantamento da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg),.  Neste cenário, o seguro de telefones celulares (smartphones)  tem sido, cada vez mais, uma ferramenta ao consumidor de proteção contra roubos e furto qualificado por evidências. Um número crescente de usuários tem recorrido ao seguro de proteção a eletrônicos portáteis para cobrir eventuais prejuízos decorrentes da ação de bandidos. 

O alto preço dos aparelhos e facilidade de uso como moeda de troca no mercado clandestino  também fomentam a procura. Neste sentido, o volume de prêmios para este tipo de apólice cresceu 70% nos últimos 12 meses, passando de R$ 530 milhões em 2016 para R$ 900 milhões em 2017.

 A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) bloqueou 1,6 milhão de linhas telefônicas no período. Desde o ano de 2010, foram mais de 9,2 milhões de ocorrências que levaram ao bloqueio das linhas, incluindo também casos de perda do aparelho.

 O valor de um seguro de smartphone pode variar entre 15% a 25% do valor dos aparelhos. Por exemplo: um telefone comprado por R$ 2 mil pode ser segurado a um custo de R$ 500 pelo prazo de 12 meses, de acordo com a apólice. Os seguros de proteção de celulares incluem coberturas para roubo e furto com vestígio, o chamado “rompimento de barreira” (quando a bolsa é rasgada, por exemplo). Há também coberturas adicionais  a danos físicos acidentais que afetam o funcionamento do telefone, danos por queda de líquido e oxidação, e problemas elétricos, entre outros casos que podem variar de acordo com o plano do representante de seguros.

De acordo com Marco Garutti, presidente da Comissão de Seguro Garantia Estendida e Afinidades da Fenseg, em 2018 os prêmios de seguro nesse produto facilmente irão superar a casa de R$ 1 bilhão. “Estimamos que mais de 350 mil  celulares serão repostos ou reparados no neste período. O seguro de celulares e smartphones  não necessariamente tem como canal exclusivo as lojas de rede varejistas. Pode ser encontrado através de um corretor de seguros e até mesmo operadoras de telefonia móvel”, explica Garutti. Ele também destaca que, em caso roubo ou furto, o segurado deve fazer o registro de ocorrência policial e pedir o bloqueio da linha telefônica o mais rápido possível. 

Também de acordo com a Anatel, com bases em dados do Cadastro Nacional de Estações Móveis Impedidas (Cemi) que integra dados das policias estaduais e do Distrito Federal,  foram bloqueados  180.508 celulares. Os estados com maior índice de bloqueio são São Paulo 116.000 linhas; Rio de Janeiro 27.785 e Espírito Santo 10.179. Nestes estados, a contratação do seguro tende a crescer em 2018.

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