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Taxa de desocupação recua no 4º trimestre

Dados do IBGE demonstram que ocupações no mercado informal ajudaram desemprego a baixar a 11,8%

31 de Janeiro de 2018 - CNseg

A taxa de desocupação teve uma nova desaceleração no trimestre outubro-dezembro de 2017, ficando abaixo de 12%. A queda foi de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre de julho-setembro (12,4%), fazendo a taxa atingir 11,8%.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2016 (12,0%), houve, porém, estabilidade. Em termos de taxa média anual, o desemprego piorou em 2017, porque passou de 11,5% em 2016 para 12,7%, a maior da série histórica da pesquisa. A baixa é atribuída ao avanço de vagas no mercado informal.

Os dados do IBGE, divulgados nesta quarta-feira (31), informam que a população desocupada (12,3 milhões retrocedeu 5% (650 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior (13 milhões de pessoas). Em relação a igual trimestre de 2016, quando havia 12,3 milhões de pessoas desocupadas, permanecendo estável. Em razão da severa crise, a média anual de desocupados passou de 6,7 milhões (2014) para 13,2 milhões (2017).

Por sua vez, a população ocupada somou 92,1 milhões, crescendo 0,9% em relação ao trimestre anterior (mais 811 mil pessoas). Contra o mesmo trimestre de 2016, houve alta de 2%. Em relação à média anual de 2012, essa população cresceu 1,3%, mas contra 2014, houve queda de 1,6%.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,3 milhões) ficou estável frente ao trimestre anterior (julho-setembro) e recuou 2% (menos 685 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2016. Comparando-se as médias anuais de 2014 para 2017, esse contingente se reduziu em 3,3 milhões.

O número de empregados sem carteira de trabalho assinada (11,1 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior e subiu 5,7% (mais 598 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2016. Entre as médias anuais de 2014 para 2017, houve um aumento de 330 mil pessoas nesse contingente.

A categoria dos trabalhadores por conta própria (23,2 milhões de pessoas) cresceu 1,3% na comparação com o trimestre julho-setembro (mais 288 mil pessoas). Em relação ao mesmo período de 2016, houve alta de 4,8% (mais 1,1 milhão de pessoas). Nas médias anuais, em 2012, o trabalho por conta própria envolvia cerca de 22,8% dos trabalhadores (20,4 milhões) e, em 2017, passou a representar 25,0% (22,7 milhões).

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