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Transporte de cargas: precificação precisa ainda desafia seguradoras resseguradoras

Painel do 8º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro aponta para adaptação urgente a novo marco regulatório

10 de Abril de 2019 - Eventos

titleDa esquerda para a direita: o head of Marine da AXA XL, Paulo Robson Alves; a advogada Associada do CGVF Advogados, Paula Rodrigues; e o diretor-geral da Internacional Risk Veritas, Alfredo Chaia

O marco regulatório dos transportes de cargas colocará o setor securitário diante de uma série desafios, exigindo uma mudança de comportamento do mercado em geral, como acentuou Paulo Robson Alves, da AXA XL, coordenador da mesa de debates do painel técnico “Os desafios atuais do seguro de transporte”, realizado na tarde desta terça-feira (9), no segundo e último dia do 8º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro, que contou também com a participação da advogada Paula Rodrigues, sócia do escritório CGVF Advogados, e do diretor-geral da Internacional Risk Veritas, Alfredo Chaia.

Adaptar-se a essa nova realidade do marco regulatório do transporte, hoje um segmento de mercado extremamente  dinâmico e norteado por transações constantes e pontuais, exige uma conduta irrevogável para a análise precisa do risco: executar o contrato com base, entre outros aspectos, na jurisdição local e original da carga. Essa premissa é essencial, como reforçou Paula, endossando o comentário de Rodrigues:

“Há uma necessidade de ambientação. A gente está cada vez mais numa era de dinamismo, de alterações constantes, e o seguro de transportes vai precisar se adaptar e tentar acompanhar esse dinamismo. Hoje, o seguro de transportes segue um padrão, mas que deverá se postular em cláusulas particulares. Essa criatividade pode gerar até uma exposição que não é esperada, enfim, mas talvez possibilite trabalhar mais com orientações para (os contratos) se tonarem mais flexíveis às alterações”, pontuou Paula, para quem assumir riscos não é tarefa simples, sobretudo quando está em pauta o seguro de transportes, considerando os elevados índices de roubos de cargas, que posiciona o setor diante da incerteza do risco.

Chaia posiciona-se na mesma linha reflexiva . Porém, defendeu ele, o marco regulatório é uma medida que está interessando muito mais ao debate para quem contrata do que em razão da natureza do risco. “A parte dessas discussões de responsabilidade por contratação, os nossos debates de hoje, e muitos outros, sobre a complexidade e a interdependência, continuam grandes. Mas o transportador, genericamente, vai assumir um grau de responsabilidade progressivamente maior, porque o produto está cada vez mais variado e complexo”, concluiu.

O representante da Risk Veritas argumentou, inclusive, que o modo como hoje o setor subscreve transportes permanece defasado. “Se pensamos em interdependências, não dá para fazer essa subscrição com o modelo disponível hoje”, avaliou Chaia.

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