Voltar ao topo

Ação Pela Paz inicia análise de dados dos projetos apoiados

Há cinco anos apoiando projetos sociais, a organização reúne os dados para início do processo de construção de conhecimentos

25 de Agosto de 2020 - Instituto Ação Pela Paz

Em 2020, o Instituto Ação Pela Paz, organização apoiada pela CNseg, comemora cinco anos de fundação. O Instituto conta com investimentos em mais de cem projetos, realizados entre 2015 e 2019, em seis estados e com 7.153 participantes, sendo 64% pessoas privadas de liberdade, 27% egressas do sistema prisional, 2% familiares e 7% servidores públicos.

Agora, a analista de Projetos do Instituto Rochelly Tatsuno está realizando um trabalho de consolidação dos dados dos projetos do Instituto Responsa, uma das organizações apoiadas pelo Ação Pela Paz e voltada a pessoas egressas do sistema prisional. O objetivo é medir o impacto do investimento realizado pelo Ação Pela Paz em relação às organizações apoiadas. “Vejo que contribuímos com algo que é nosso pilar: a sistematização e disseminação de conhecimentos”, afirmou.

PROCESSO

Todos os projetos apoiados possuem indicadores quantitativos e qualitativos que mostram as mudanças ocorridas nos beneficiários durante e após as atividades propostas. Esses dados são coletados, tratados e organizados para depois terem início as análises, levantando hipóteses ou constatando fatos.

“Tenho sempre em mente algo que o Emicida, rapper paulistano, falou em entrevista: “os dados não mentem, mas também não sentem. E então é transformar os dados quantitativos e qualitativos em informações e conhecimento para tomadas de decisões, melhorias de processos e até mesmo para que sejam uma ferramenta de gestão”, complementa Rochelly.

TENDÊNCIA

Análise de dados é algo essencial para qualquer organização. A partir das informações coletadas nos processos de monitoramento de indicadores e avaliação de resultados, pode-se interligar fatos e construir conhecimento. “É importante essa análise para aumentar nosso entendimento e dar clareza das informações que temos, vendo os dados e transformarmos em informação”, comenta Samuel Souza, Coordenador de Recursos Humanos do Responsa. Nos estudos sobre o Responsa, foi observado que:

IAPGraficoint.png

 

Segundo os dados acima, constata-se que, dos 317 beneficiários do Responsa, 51% são jovens entre 19 a 30 anos, 57% não possuem o ensino médio completo, apenas 18% possuem título de eleitor e 52% não possuem experiência profissional. Os fatores da baixa escolaridade e ausência do título de eleitor são quesitos que dificultam a contratação no mercado de trabalho. Assim, ações que apoiem na educação formal, qualificação profissional e na organização de documentos pessoais são importantes para o processo de (re)ocupação profissional. A falta de experiência no mercado de trabalho é outro ponto a ser observado, pois essas pessoas ainda não possuem vivência com culturas e dinâmicas organizacionais. Portanto, formações sobre o mundo corporativo e o acompanhamento e apoio psicossocial para as pessoas egressas durante os primeiros meses após contratação podem ser necessárias. Segundo Claudia Cardenette, Diretora Administrativa do Ação Pela Paz, “estamos no início de um processo de análise de dados e levantamento de algumas hipóteses com dados quantitativos. Os indicadores qualitativos também serão analisados. Há um caminho motivador e desafiador a percorrer para originar conhecimentos, novas compreensões e diretrizes das ações que tendem a gerar melhor resultados para contribuir com a (re)ocupação profissional para as pessoas egressas, reduzindo o reingresso ao sistema prisional”. 

Para Cristiane Machado Ribas, Gestora de Pessoas do Responsa, “é essencial para qualquer área da organização ter acesso a esses dados e estudo, pois, ajuda no processo de tomada de decisão, favorece o atendimento ao público em geral, favorece na análise racional, proporcionando diferentes técnicas e formas de abordagens”.

CONTEÚDOS RELACIONADOS