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Economias dos EUA e da China lideram a retomada mundial, diz CEM da CNseg

Assunto foi debatido na reunião mensal do Comitê de Estudos de Mercado

05 de Abril de 2021 - Mercado

 

Uma recuperação mais acentuada da economia mundial no segundo semestre do ano está entre as previsões do Comitê de Estudos de Mercado, da Confederação Nacional das Seguradoras - CNseg, apresentadas na reunião mensal de março. Os Estados Unidos, com previsão de alta do PIB de 6,5% neste ano, e a China, com 6% projetados, são os dois países que vão liderar a retomada. A Europa reúne também condições de apresentar alguma reação no ano. Todas as projeções dependem do ritmo de vacinação contra a Covid-19 e do efetivo controle da pandemia.

Inclusive no Brasil, onde três possíveis cenários são descritos pelos economistas Luiz Roberto Cunha, decano da PUC- Rio, e Pedro Simões, da CNseg - ambos membros do CEM-, a partir da vacinação. Um é de “Virada Liberal”; outro é de “Aceleração Populista”; por fim, há o quadro de “Mais do Mesmo”.

O cenário de “Virada Liberal” prevê maior crescimento da economia, acompanhado de inflação mais alta, mas sob controle,  a fim de gerar ações mais efetivas de resultados no ano eleitoral.

O de  “Aceleração  Populista”, capaz de produzir uma taxa de expansão do PIB mais pronunciada, às custas de maior deterioração fiscal, de inflação possivelmente mais alta  e descontrole do câmbio, é o mais preocupante.

Por fim, o quadro de “Mais do mesmo”, com uma combinação dos dois cenários anteriores, resultados medianos e impacto eleitoral incerto.

Os dois especialistas fizeram também um balanço da economia nos primeiros meses do ano. Reconhecem que a corrida entre a Covid-19 e a vacinação continua a ser vencida pela doença, algo que travou a manutenção da retomada ensaiada no final do ano passado. Também destacam a queda nos índices de confiança, tendo em vista as maiores incertezas causadas pela crise sanitária, riscos políticos e fiscais, além de mais pressões por gastos. Ao mesmo tempo, lembram, o mercado de trabalho não dá sinais de vida, o que, ao lado do forte queda da renda, agravada pelo fim do auxílio emergencial no primeiro trimestre de 2021, repercute duramente no consumo, sobretudo no setor de serviço.  A inflação mais alta e os juros são outros fatores preocupantes, até porque ambos ocorrem em um momento de contração da economia brasileira.

 

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