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Estudo da APCIA conclui que mudanças macroeconômicas de uma pandemia são excluídas de risco

22 de Julho de 2021 - Webinar

No webinar promovido ontem (21/7) pela Federação Interamericana de Empresas de Seguros (Fides), o chefe da área internacional e vice-presidente da Associação Americana de Seguros de Danos e Responsabilidades (APCIA, na sigla em inglês), Steve Simchak, apresentou as conclusões do estudo “Confronting the Uninsurability and Economic Effects of the Pandemic” (Confrontando os riscos excluídos e os efeitos econômicos da pandemia, em tradução livre). 

O vice-presidente da APCIA alertou que há uma tendência natural a considerar que o seguro é sempre a saída para emergências e, por isso, foi necessário, para a entidade, logo no início da pandemia, explicar o porquê o seguro não era a melhor opção. “Alguns governos decidiram entender melhor a situação para dar o endereçamento correto, sem envolver a indústria de seguros. Por isso, as entidades seguradoras devem se sentir confortáveis para dizer não a esses pedidos em outras situações de pandemia”, avalia.

Para dar a extensão das perdas, Simchak compartilhou a manchete do Wall Street Journal, afirmando que os prejuízos provocados já eram os piores quando comparados a qualquer evento catastrófico anterior, provocando perdas de US$ 23,5 trilhões a longo prazo, um valor muito acima da capacidade do setor segurador.

A principal conclusão do estudo é que os riscos de interrupção de negócios derivados de uma pandemia não podem ser segurados, tendo em vista que são provocados por uma mudança nos hábitos de consumos em massa – ou seja, relativos a uma mudança macroeconômica, um risco excluído – e não em razão das restrições de mobilidade ordenadas pelos governos. Para sustentar essa argumentação, Simchak apresentou dados comparando taxas de três países que adotaram posicionamentos distintos na pandemia provocada pelo coronavírus: Estados Unidos, que tiveram o fechamento parcial das atividades, Alemanha, que adotou medidas severas de restrição de mobilidade e a Suécia, que não alterou a rotina em função da Covid-19. Gráficos demonstrando o produto interno bruto (PIB) desses países revelam que a Suécia teve um desempenho um pouco melhor que os Estados Unidos no início da pandemia e que a Alemanha sofreu um impacto maior. Porém, Simchak argumenta que na retomada as três nações tiveram, de forma geral, desempenho econômico similar.

“Pandemias globais são riscos excluídos de cobertura e o seguro privado não é a resposta para a proteção de futuras desacelerações econômicas provocadas por pandemias. Antes de tomar qualquer decisão, é necessário identificar e avaliar cada problema específico provocado pela pandemia e que precisa ser resolvido”, afirma.

Os prêmios da cobertura de interrupção de negócios somaram US$ 30 bilhões em 2020 e as indenizações pagas na carteira, US$ 1,7 bilhão.

O webinar teve a apresentação do presidente da Federação Interamericana de Empresas de Seguros (Fides), Rodrigo Bedoya, e do secretário-geral da entidade, Francisco Astelarra.

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