Voltar ao topo

Marcio Coriolano faz um balanço de sua gestão nos seis anos à frente da CNseg

08 de Abril de 2022 - Imprensa

O Programa Panorama do Seguro, do Sindicato das Seguradoras de São Paulo, convidou Marcio Coriolano para fazer um balanço de seus seis anos à frente da CNseg, antecedendo o seu afastamento da presidência da instituição, que ocorerrá em 30 de abril.

Solicitado a abordar os fatos que marcaram sua administração, Coriolano citou o forte trabalho de planejamento estratégico e operacional do Conselho Diretor da CNseg, que pautou a agenda confederativa durante esse período bastante complexo pelo qual o Brasil atravessou. “Foram muitas vitórias, a despeito desse ambiente de expectativas exacerbadas e períodos recessivos subsequentes”, afirmou. 

Também houve, disse ele, uma mobilização permanente das Comissões Temáticas da CNseg, suportadas pela Diretoria Executiva da organização, onde os temas são tratados e geram as propostas consensadas entre os representantes de várias áreas das associadas. 

Outro destaque citado foi o trabalho de comunicação realizado pela Confederação, com o objetivo de atingir todos os públicos, feito com muita sinergia com a Fenacor, com os Sindicatos Regionais de Seguradoras, com a mídia especializada e com alguns veículos da mídia tradicional. Trabalho que ajudou a projetar o setor e a levar à sociedade a percepção da importância do seguro. 

Coriolano lembrou também a criação do Comitê de Estudos de Mercado (CEM), que com suas análises e informações produzidas, foi o lastro técnico para o posicionamento da Confederação junto aos reguladores e ao mercado de forma geral.

Em segunda batertia de questões, sobre os desafios enfrentados no período, o Presidente da CNseg citou os períodos recessivos gerados, primeiro, por fatores externos, depois por questões internas, e agora, mais recentemente, novamente por fatores externos como a pandemia e o conflito na Ucrânia. Segundo ele, isso atrapalhou muito oo planejamento da Confederação, cuja missão é amparar institucionalmente as associadas. 

O problema da “proteção veicular” também não poderia ficar de fora da lista dos desafios enfrentados, inclusive por permanecer gerando problemas para o mercado e para os consumidores. Para combater a venda de supostos seguros pelas ditas associações de proteção veicular, informou, foi feito um forte trabalho de comunicação e também junto à Susep. Por fim, a pressa do governo em implantar o open insurance sem ouvir adequadamente o setor, foi outro desafio citado.  

Questionado sobre quais seriam os maiores desafios para os próximos anos, disse que os efeitos da inflação e dos juros sobre os consumidores é um deles. Por outro lado, afirmou, há também muitas oportunidades geradas, por exemplo, pelo nível de solvência e profissionalização do setor, pela maior consciência da população em relação à necessidade de proteção contra riscos e pela oportunidade de criação de produtos mais flexíveis, permitindo a maior penetração dos seguros junto aos que ainda tem dificuldades de acesso.  

Marcio Coriolano acredita que, com esse quadro regulatório e caso os desafios macroeconômicos do país sejam equacionados, conseguiremos, em até seis anos, alcançar uma participação de 10% no PIB, que atualmente é de 6,5%. “Para isso, temos mercado e empresas especializadas e maduras”, concluiu. 

Assista abaixo a entrevista na íntegra 

CONTEÚDOS RELACIONADOS

© Copyright - CNseg

© Copyright - FenSeg

© Copyright - FenaPrevi

© Copyright - FenaSaúde

© Copyright - FenaCap

© Copyright - Educação em Seguros

© Copyright - Poder Público