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Os limites do marketing e da comunicação na saúde em debate no FISWeek

05 de Maio de 2022 - Webinar

 

Como garantir que as informações sobre saúde cheguem à sociedade de forma adequada? Como incentivar o cuidado com a saúde e a prevenção de doenças nas pessoas? Essas foram algumas das questões debatidas pela Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, junto com a Diretora de Comunicação e Assuntos Coorporativos da Pfizer, Cristiane Santos, e a sócia-fundadora da Auíri Inovação para Impacto, Bettina Grajcer, em painel da FIS Week 2022 moderado pelo médico Luis Fernando Correia. 

Abordando, particularmente, o lado da saúde suplementar, Solange Beatriz, que já foi Presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e Diretora da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), disse que, frente à complexidade desse segmento da economia, a comunicação é um grande desafio e deve se valer de todas as ferramentas disponíveis, além de, evidentemente, precisar de ser clara e verdadeira. Outro desafio da saúde suplementar é que essa comunicação deve abordar, ainda, dois pilares, que são o da saúde, propriamente, envolvendo a prevenção e a mudança de comportamentos, mas também a relacionada às questões financeiras, com os reajustes de mensalidade, que geram antipatia em muitos e consequente dificuldade de aceitação e compreensão. 

E os desafios não param por aí. Solange também lembrou que o Brasil, além de ser um país de dimensões continentais, com suas diferentes culturas regionais, ainda possui uma disparidade de níveis educacionais muito grande, sendo que, “para alimentar o processo informacional, as pessoas já precisam ter uma base mínima de educação”, complementou. 

Mas os desafios colocados não devem ser encarados como impeditivos definitivos para a boa comunicação. Para isso, entretanto, citando Philip Kotler, a Diretora da CNseg disse que essa comunicação deve ser pautada pelo atendimento das necessidades humanas e pelo entendimento de que o paciente é o centro da atenção. Concluindo, afirmou que “as operadoras de saúde têm uma preocupação muito grande com uma comunicação ética, honesta e centrada em agregar valor aos indivíduos”. 

A sócia-fundadora da Auíri Inovação para Impacto, Bettina Grajcer, afirmou que a boa comunicação focada em saúde deve conter três principais elementos: a autoridade (qual o conhecimento técnico do emissor da mensagem?), a autenticidade (pois acreditar em informações erradas pode ser muito danoso para o indivíduo) e responsabilidade (o produtor de conteúdo, mesmo não sendo especialista em saúde, deve garantir que a informação passada está correta). Segundo ela, sem a consideração desses aspectos, “a comunicação pode gerar preocupações excessivas nas pessoas ou minimizar ameaças verdadeiras”. 

A Diretora de Comunicação e Assuntos Coorporativos da Pfizer, Cristiane Santos, por sua vez, lembrou que mudanças de comportamento são difíceis, mesmo quando há abundância de informação. Como exemplo, disse que “não faltam estudos indicando que atividades físicas são essenciais para evitar doenças, mas ainda há muita gente que ainda não se exercita regularmente”. Além disso, em sua visão, para que ocorram mudanças de comportamento, as pessoas não podem se sentir acuadas e, portanto, as críticas em relação a maus hábitos devem ser feitas com muito tato. 

Confira abaixo o debate na íntegra

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