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Pressão inflacionária e novas variantes do coronavírus preocupam mercados, que revisam cenários para 2022

O IPCA em 2021 deverá ser 6,11%, segundo previsão do boletim divulgado hoje. Para 2022, expectativa de Selic mais alta segura as expectativas. Movimento da projeção para o câmbio acende alertas

13 de Julho de 2021 - Expectativas Econômicas

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 12, apresentou continuidade das expectativas observadas nas últimas duas semanas, embora algumas mudanças sutis indiquem a existência de novas tendências no horizonte, destaca Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras. 

“No mundo todo, vem tomando corpo uma mudança no humor de analistas e investidores, cada vez mais preocupados com as consequências da disseminação de novas variantes do vírus da Covid-19 sobre as aberturas das economias, com o ritmo mais lento de recuperação da economia chinesa e com as pressões inflacionárias que se avolumam indistintamente. Além da alteração, desde junho, do tom da política monetária dos países desenvolvidos, os bancos centrais de países emergentes como Brasil, Hungria, México e Rússia já elevaram suas taxas básicas de juros”, comenta. 

O aumento das projeções de crescimento do PIB este ano continua associado a reduções na projeção para o ano que vem, que é resultado do carregamento estatístico de 4,9% garantido para 2021 pelo crescimento do primeiro trimestre. Simões ressalta a incerteza quanto ao ano que vem, tanto pelo cenário menos exuberante para a economia mundial quanto pelo clima político interno em ano de eleições presidenciais.

“Isso pode afetar a agenda de reformas e trazer maior volatilidade aos mercados, com a alta mais forte da Selic por conta da inflação”, destaca. 

O dólar também está no radar. Uma notícia menos positiva foi a reversão da tendência de queda nas projeções para a taxa de câmbio R$/US$, resultado da deterioração do cenário externo e das turbulências internas, subindo de 5,04 para 5,05 ao final deste ano. “Foi uma mudança pequena no câmbio, mas reverte a tendência de queda que acontecia há algum tempo, o que acende um alerta de preocupação com câmbio ainda depreciado no ano que vem”, finaliza o economista.

Leia a íntegra do Boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas produzido pela CNseg.

Materia publicada originalmente no blog Sonho Seguro

 

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