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Projeto leva meditação e palestra a reeducandos de São Paulo

A iniciativa está presente em seis unidades prisionais paulistanas e leva 21 dias de reflexões sobre assuntos pessoais a pessoas privadas de liberdade

22 de Dezembro de 2020 - Instituto Ação Pela Paz

 

“Lá na ala, toda vez que começa uma confusão, eu logo grito: ‘ei, mulherada, a paz começa onde?’ e todas respondem: ‘em mim’”. A fala é de uma reeducanda do Centro de Ressocialização Feminino (CRF) de Piracicaba (SP) que participa do projeto “Paz no Coração, Liberdade na Prisão”. A iniciativa é da terapeuta e voluntária, Rita Duenhas, que articulou outras pessoas engajadas para realizar o projeto que leva 21 dias de meditação e palestras para pessoas privadas de liberdade.

Nascido para ser presencial, porém, com a chegada da pandemia ocasionada pelo Covid-19, passou a ser on-line. “Não termos previsão de quando e como poderemos realizar o projeto me deu uma inquietação e uma urgência de criar algo para minimizar o sofrimento e trazer um pouco mais de paz para elas e eles”, comenta Rita.

E, assim, nasce o projeto em formato digital. O conteúdo é formado por 21 vídeos realizados por meditadores voluntários, entre eles a Monja Coen, que leva para as unidades prisionais um momento para meditação e palestras com o objetivo de desenvolver uma consciência maior sobre o "eu" interno de cada reeducando, proporcionando o equilíbrio físico, mental e espiritual, auxiliando na transformação interior e consequentemente o exterior.

Há uma grande motivação na diretoria das penitenciárias e centros de ressocializações em projetos psicossociais, principalmente neste momento de pandemia. “Penso que o autoconhecimento e o controle emocional, são ferramentas fundamentais para usarmos no decorrer de nossas vidas”, comenta Celeste Abamonte, Diretora do CRF de Piracicaba.

Antes de iniciar o projeto, a unidade irá indicar uma pessoa, podendo ser reeducando ou agente penitenciário, para ser o monitor “acolhedor”. A pessoa escolhida receberá orientações de Rita e ficará responsável pela entrega dos materiais e recolhimento das cartas. As cartas são um espaço para os participantes se abrirem e receberem orientações e acolhimentos dos voluntários que gravaram o projeto, o objetivo é minimizar os sentimentos adoecidos que vierem à tona durante os encontros. “A experiência das cartas tem sido um presente para cada voluntário parar, se solidarizar e passar palavras de esperança e otimismo, nos abastece de amor, luz e esperanças”, compartilha Rita.

No projeto são tratados temas como paz consigo, família, dor, ancestralidade, relações, conflitos, sonhos, perdão, entre outros, e os assuntos estão sendo bem recepcionado pelas pessoas privadas de liberdade. “As reeducandas receberam o projeto de forma positiva, sendo que muitas se mostraram bem interessadas pelos conteúdos apresentados e motivadas a participar de todos os encontros, buscando colocar em prática os ensinamentos repassados”, comenta Luciana Proença, Diretora Técnica do Centro de Trabalho e Educação da Penitenciária Feminina de Campinas (SP). Atualmente, a iniciativa acontece em sete unidades prisionais ou centros de ressocialização no estado de São Paulo.

Quer saber mais sobre o projeto e levá-lo a uma unidade prisional ou centro de ressocialização? Entre em contato com o Ação Pela Paz, organização apoiada pela CNseg: contato@acaopelapaz.org.br

 

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