Voltar ao topo

Propostas de crescimento do seguro na AL

Presidente da Fides diz que seguros obrigatários podem ser caminho da expansão se houver concordância da sociedade

09 de Novembro de 2017 - CNseg

A presidente da Fides, Pilar González de Frutos, afirmou que os seguros obrigatórios podem ser uma via interessante para ampliar a presença do seguro na América Latina. Frisou, contudo, que os programas de seguros obrigatórios só têm sentido se houver sintonia fina entre as necessidades e inquietudes dos legisladores e dos consumidores.

Ela participou, nesta semana, de um seminário, em Madri, promovido conjuntamente pela Secretaría General Iberoamericana (SEGIB), la Asociación de Supervisores de Seguros de América Latina (ASSAL) e a Dirección General de Seguros y Fondos de Pensiones (DGSFP), da Espanha.

Para ela, a colaboração entre os entes públicos e privados é viável, porque os órgãos de supervisão do setor podem chamar para si a missão de conciliar interesses de ambas as partes, resultando em coberturas eficientes e preços razoáveis aos consumidores. O órgão supervisor pode construir esquemas benéficos para todos, disse.  Como exemplo, ela citou o caso do microcrédito adotado em alguns países em parceria com o microsseguro, uma combinação que tem fortalecido sociedades e economias em todo o planeta.

O seguro pode ser um destacado ator de parcerias público privadas, na opinião dela, destacando experiências positivas no agronegócio e em riscos extraordinários ocorridas na Espanha.

Segundo ela, o seguro é um instrumento de estabilização das economias e das sociedades, gerando segurança para agentes econômicos e sociais. “Uma sociedade protegida sabe que não pode evitar a desgraça, o infortúnio, mas pode se recuperar mais rapidamente de suas consequências. Isso faz que as economias se tornem mais eficientes e passem a ser mais arrojadas. Crescem mais e adquirem mais capacidade de se proteger, cabendo ao seguro se comportar como uma espiral virtuosa dessa trajetória de expansão”, declarou ela.

Ela finalizou sua exposição lembrando que as seguradoras são cada vez mais rápidas na liquidação de sinistros, algo que repercute positivamente entre os clientes e provoca retomada dos negócios mais rapidamente em toda a parte do mundo. Apressar a conclusão dos sinistros é o passo mais proeminente para o mercado alcançar a meta de ser uma eficiente plataforma de serviços e de atingir sua ambição de, cada vez mais, resolver problemas, e não apenas pagar indenizações, concluiu.

© Copyright - CNseg

© Copyright - FenSeg

© Copyright - FenaPrevi

© Copyright - FenaSaúde

© Copyright - FenaCap

© Copyright - Educação em Seguros

© Copyright - Poder Público