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Recomeçar expande suas atividades para São José do Rio Preto (SP) e Distrito Federal

O objetivo da organização é social beneficiar 396 reeducandos e egressos nas duas unidades

12 de Maio de 2022 - Instituto Ação Pela Paz

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Inauguração do espaço do Recomeçar na sede Novacapo, no DF - Foto: divulgação / Recomeçar

Em atividade desde 2015, o Instituto Recomeçar nasceu como um projeto da rede Gerando Falcões. Com o objetivo de reintegrar à sociedade homens e mulheres, egressos do sistema prisional, não demorou para a organização ganhar independência.

Com o apoio do Instituto Ação Pela Paz, a ONG liderada por Leonardo Precioso está ajudando o público que deixa a prisão a dar um novo rumo à vida. Sediado em Poá, município da Grande São Paulo, o Recomeçar segue ampliando sua rede.

Depois de chegar ao Pernambuco, onde começou a atuar em 2020, os trabalhos agora estão sendo realizados, desde o segundo semestre de 2021, também no Distrito Federal e em São José do Rio Preto, cidade do interior paulista.

Após acompanhar seis meses da atuação teste nas duas localidades, o Ação Pela Paz, instituto alicerçado com auxílio da CNseg, apoiará no fortalecimento da entrada em ambas as unidades, contribuindo com o RH da organização, que possui profissionais para coordenação dos projetos, psicólogos, assistentes sociais, mediadores para intermediar a atuação das empresas e junto aos egressos dos programas, entre outros.

Os primeiros passos no Distrito Federal

Durante seis meses, a atuação na região da capital do país foi viabilizada por meio da verba obtida do edital promovido pela BrazilFundation. Nesse período, parcerias com a Secretaria da Mulher, promovendo cursos profissionalizantes e capacitações, e a Secretaria da Tecnologia, com a qual obteve a doação de computadores, foram importantes na fase de implementação.

Junto à Funap local, projetos de empregabilidade já estão em desenvolvimento. Fruto dessa união, seis egressos já foram encaminhados para atuar em diversas empresas, por meio da Lei de Execução Penal.

Assim como a empregabilidade, a educação segue como um dos pilares centrais dos projetos. Com o auxílio do SENAI, cursos profissionalizantes e capacitações também são disponibilizados para o público egresso.

Outra importante parceria fechada foi com a Novacap, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital. A empresa estatal cedeu um espaço para o Recomeçar atuar e atender as pessoas em cumprimento de pena nos regimes semiaberto e aberto.

Com a união de outras organizações sociais, o Recomeçar viabiliza o atendimento presencial em ONGs da região de forma itinerante.

Para Kaio Nunes, analista de projetos do Ação Pela Paz, “a entrada do Recomeçar e sua metodologia no Distrito Federal, além das demais expansões, apoiará a organização a consolidar sua forma de trabalho para diversos perfis de egressos. E, agora, com atuação com reeducandos dos regimes semiaberto e aberto apoiará estas pessoas para que quando elas tiverem suas penas terminadas já possuam experiência técnica e profissional para sua vida egressa ao sistema prisional”.

Chegada ao interior de São Paulo

Já em São José do Rio Preto, há 150 quilômetros da capital paulista, a Vara de Execução Criminal, por meio de verba pecuniária, apoiou a atuação local do Recomeçar por seis meses para a contratação da equipe técnica, formada por coordenação, assistente social e psicóloga.

Com diversos parceiros e entidades, a organização já está trilhando seu próprio caminho e ampliando seu alcance. O juiz Flávio Artado, responsável pela movimentação em relação à verba pecuniária, é um desses atores. O magistrado auxilia no diálogo com empresários locais, apresentando os trabalhos realizados pelo instituto, contribuindo assim com a moralização do tema.

Na região, o encaminhamento dos atendidos à rede socioassistencial, um conjunto de serviços, programas, projetos e benefícios como Defensoria Pública, CRAS, CREAS, UBS, rede de saúde, e de assistência social, está ajudando os beneficiários a lidarem melhor com o desafio da ressocialização e em suas necessidades básicas.

Os esforços para a expansão dos projetos acontecem mesmo com algumas adversidades. Devido ao fechamento da CAEF – Central de Atenção ao Egresso e Família – local, por conta da pandemia, os responsáveis pela unidade seguem em negociações para viabilizar uma parceria e realizar futuramente o desenvolvimento pessoal dentro do local assim que houver a reabertura. O objetivo dessa ação é estar mais próximo aos egressos e entender suas necessidades.

Com o auxílio da prefeitura, alguns egressos sem atividade profissional conseguiram obter o “Bolsa Trabalho”, um programa focado na renda, ocupação, qualificação e empregabilidade para a população mais vulnerável.

Outras articulações acontecem junto a universidades para a aquisição de bolsas de estudos e com empresas para a realização de capacitações e atividades voltadas à empregabilidade. Dentre as iniciativas, o empreendedorismo segue como uma alternativa ao público egresso e já há o apoio a uma beneficiária que investe no ramo da estética, gerando sustento de seu próprio negócio.

Umas das diretrizes do Recomeçar de São José do Rio Preto é aumentar seu espaço com as pessoas em cumprimento de pena no regime semiaberto das unidades prisionais, atingindo uma fatia importante de quem busca se reintegrar à sociedade. Atualmente há, cerca de, 1.900 pessoas em regime semiaberto e mais de 300 dessas estão prestes a sair para o regime aberto.

Para Leonardo Precioso, que vivenciou na pele o que é estar aprisionado, o trabalho do Recomeçar é uma possibilidade para uma virada positiva na vida das pessoas que já passaram pelo sistema prisional. “Esse programa é um instrumento social sendo operado, pensando na minimização das práticas criminosas. É geração de oportunidades e acreditar no ser humano. Quem ganha com isso é a sociedade”, conclui.

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