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Seguradoras da Costa Rica criam uma política de conduta empresarial responsável baseada nos Princípios para Sustentabilidade em Seguros

31 de Março de 2022 - Sustentabilidade

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) lançaram e fevereiro o projeto "Conduta Empresarial Responsável na América Latina e Caribe (CERALC)", baseado nas principais diretrizes internacionais para o desenvolvimento sustentável. 

O projeto, cujo protocolo já foi endossado por 21 organizações do setor segurador da Costa Rica, tem o objetivo de fornecer capacitação, apoio e ferramentas para melhorar a identificação de riscos materiais em questões ambientais, sociais e de governança para o desenvolvimento sustentável dos países da região. 

O Protocolo constitui o primeiro passo de uma nova jornada empresarial do país para promover condutas socioambientais responsáveis. Além disso, suas cinco diretrizes são inspiradas nos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), lançados em 2012 pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI), do qual a CNseg é uma das signatárias, além de diversas seguradoras brasileiras.  

“O Brasil está bem avançado na incorporação de práticas que integrem questões ASG no setor de Seguros”, afirmou a Diretora-Executiva da CNseg Solange Beatriz Palheiro Mendes, que ressaltou que a iniciativa privada voluntária tem grande valor para mobilizar parcela do mercado, podendo, inclusive, ser a percursora para nortear criação de políticas públicas que tenham objetivo de endereçar o tema. 

A Diretora da CNseg lembrou que os primeiros esforços nesse sentido foram voluntários no Brasil, com assinatura do Protocolo Verde, em 2009. Esforços fortalecidos, posteriormente, com a participação da CNseg na elaboração dos PSI, em 2012. Iniciado por iniciativas privadas, hoje o tema está na pauta do regulador brasileiro de seguros (SUSEP), que está prestes a publicar Circular para estabelecer a incorporação de aspectos de sustentabilidade na gestão de riscos, de subscrição, de investimentos, na seleção de fornecedores e na definição de uma política específica pelas supervisionadas. 

Solange Beatriz reconhece a importância da regulação sobre o tema, mas considera que a exigências de aspectos quantitativos sobre o impacto dos riscos socioambientais e climáticos nas operações de seguros ainda necessitarão de mais tempo para amadurecerem. “ A incorporação pelas empresas, em suas metodologias quantitativas de mensuração de riscos, de projeções, inclusive de longo prazo, que considerem eventos associados a riscos de sustentabilidade, exigem bases de dados operacionais, históricos e estatísticos que ainda não disponíveis para fins de modelagem e, portanto, será preciso ajustar os prazos para se mobilizarem internamente”, afirmou. 

A Diretora da CNseg  também reconhece a necessidade de avaliar os riscos e oportunidades para o setor em relação aos riscos climáticos, que podem provocar impactos nos resultados operacionais das seguradoras, a depender da severidade das ocorrências. Segundo ela, os setores público e privado devem se unir para criar parcerias para compartilhamento desses riscos,  que visem ampliar o acesso ao seguro assim como prover a rápida indenização para reposição do patrimônio. 

 

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